quinta-feira, 6 de outubro de 2011

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Fingida

Hoje, mais do que nunca, compreendi você. Um caso perdido para os outros, mas tão certo pra mim. Com seu ar irremediável,  de viver o agora porque o amanhã é incerto. Hoje compreendi você melhor do que todos os outros dias.

Podia passar uma vida inteira sem te entender. Sem decifrar essa mania de deixar tudo como está, sem olhar pra trás. E nunca mais voltar.

Hoje compreendi que depois de perder alguém tão importante você não se importa em perder mais nada. E hoje eu queria dizer que me importo muito com sua dor. Que me importo tanto que seria capaz de passar a vida inteira ao seu lado sem desmerecer o seu jeito de largar as coisas assim, do nada.

Compreendo sua mania de trancar o coração para o mundo e só deixar uma portinha entreaberta. Para poucos. E fico feliz por saber que só por ter ficado quietinha, sem contestar, sem importunar sua natureza, deitada no seu peito e respeitando seu silêncio você me deixou entrar.

Amo esse seu jeito de se fechar para o mundo e só conseguir rir do que realmente importa.

O que estou vendo não é tão claro, não é tão leve nem tão azul como imaginei. Mas é você. E é lindo.
 E é só isso que eu quero. Estar ao lado de alguém que não finge para ser aceito.

Alguém que não finge tão mal como eu, na tentativa desastrada de esconder um amor que transborda.


moderno caos.

e assim
ficamos cada vez mais
perdidos
pois tudo tem solução
e quase nada faz
sentido.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Feito a mão.

Eu queria era me envergonhar dele.
Ter motivos de sobra para me fazer desistir.
Algum sinal, um gesto, um tique, uma grosseria, uma palavra dita na hora errada.
Mas nada. Mesmo errando feio, ele sempre acerta. Tudo nele tem um charme, tem um quê de sedução implícito - ou explícito. Não dá pra brigar com o que o corpo, a alma, o coração, a vida já escolheu.
Só queria algo que me fizesse perder essa ternura, esse tesão, essa saudade, essas dúvidas.
Esqueceu o recato, cresceu do jeito que veio ao mundo. É  todo entrega e todo mistério. É todo beleza em tudo o que faz ou deixa por fazer.
E nem dormindo ele me despreza. Com ele eu não perco nada, só acho o que me encanta.
E essa tentativa de me desvencilhar, de sufocar até matar o sentimento só aflora o que eu tento esconder. Só aumenta o que eu tento apagar com ausência.
E não adianta me esconder.
Ele vai questionar o sumiço da forma mais linda possível, resgatando tudo o que ficou pra trás.
Com aquela voz que me anestesia até o pensamento: "sou seu, não tem jeito."
E eu que achava que ficando só, ficaria melhor....
Soube desde o início que melhor sem ele, não podia ficar.
Esse sim, foi feito pra mim.

E o que a gente mais quer, de verdade
É o que a gente nunca pensou em querer.

Idealizar é simplesmente não querer.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu tomo calmante para poder dormir, ele acorda cedo para aproveitar o dia. Eu bebo café para conseguir trabalhar, ele une o útil ao agradável. Eu uso artifícios para me divertir em festas, ele não tem hora para ser feliz. Eu chego atrasada, ele está sempre onde queria estar. Eu demoro para escolher um prato, vestir uma roupa, para decidir onde ir à noite. Ele me espera sorrindo, com as chaves na mão, do lado de fora de casa. Eu brigo no trânsito, reclamo do tempo, falo mal das pessoas que não me fazem bem. Ele viaja para mudar os ares. Eu tenho ciúmes até da sua mãe. Ele prega o amor livre. Eu espero muito, espero até não poder mais. Ele chega sem avisar. Eu choro, esperneio, canto, brigo, dou gargalhadas, sofro, sinto, tento, compro... ele só me pede: “fica mais um pouco”.  Eu planejo tudo, até o que não posso controlar. Ele se contenta em viver. Eu desisto. Ele se permite. Eu me calo. Ele insiste. Eu me abalo. Ele se dispersa. Tão diferente de mim, que às vezes me pergunto o que foi que a gente viu um no outro. O que a gente não viu ou que nos fez gostar tanto a ponto de sempre querer mais. E mais uma vez enquanto eu penso, deliro, tenso... Ele brinca com a simplicidade que nos faz voar.



"Os opostos se distraem
  Os dispostos se atraem."
                 O Teatro Mágico

terça-feira, 9 de agosto de 2011

E agora?

O que faço com a sua calma
enquanto estou aqui,
correndo contra o tempo?

(render-me a ti?)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

'Como dois estranhos,
Cada um na sua estrada,
Nos deparamos, numa esquina, num lugar comum.
E aí? quais são seus planos?
Eu até que tenho vários.
Se me acompanhar, no caminho eu possso te contar.
E mesmo assim, queria te perguntar,
Se você tem aí contigo alguma coisa pra me dar,
Se tem espaço de sobra no seu coração.
Quer levar minha bagagem ou não?

E pelo visto, vou te inserir na minha paisagem
E você vai me ensinar as suas verdades
E se pensar, a gente já queria tudo isso desde o início.
De dia, vou me mostrar de longe.
De noite, você verá de perto.
O certo e o incerto, a gente vai saber.
E mesmo assim,
Queria te contar que eu talvez tenha aqui comigo,
Eu tenho alguma coisa pra te dar.
Tem espaço de sobra no meu coração.
Eu vou levar sua bagagem e o que mais estiver à mão.'

Dois, da Tiê. (música linda!)

terça-feira, 19 de julho de 2011

Não me lembro mais qual foi nosso começo.
Sei que não começamos pelo começo.
Já era amor antes de ser.

Clarice Lispector

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Aviso aos navegantes

Nem precisaria avisar, afinal a maioria das pessoas sabe ou pelo menos deveria saber que é errado usar textos ou imagens alheias sem permissão. O problema é que isso está se tornando frequente e a(s) pessoa(s) insiste(m) em usar e publicar os textos deste blog como seus. Então, se não quer escrever seus próprios textos, que pelo menos cite a fonte, o nome do blog, o link, como muitos fazem. Eu mesma coloco aqui textos de outros autores, com o cuidado de citar a fonte.
E para finalizar, dá uma olhadinha na Lei nº9.610/98, sobre direitos autorais. 

Muito obrigada e mil desculpas a quem entrou aqui,
viu isso e não tem nada a ver com a história.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

" a memória da gente é safada.
elimina o amargo, a peneira só deixa passar o doce. "

Caio, sempre Caio.

(e eu que sempre caio nessa).